terça-feira, 13 de agosto de 2019

1ª OFICINA DE EVOLUÇÃO DA JUSTIÇA DESPORTIVA DE MG

1ª OFICINA DE EVOLUÇÃO DA JUSTIÇA DESPORTIVA DE MG


O IMDD em parceria com:

- Federação Mineira de Futebol - FMF;
- Tribunal de Justiça Desportiva da FMF - TJD/FMF;
- Tribunal de Justiça Desportiva do Estado de Minas Gerais de Futebol Americano - TJD/MG; e
- Centro Universitário Newton Paiva;

realizará, no Centro Universitário Newton Paiva, no dia 24 de agosto de 2019, a partir das 08:30, a 1ª Oficina de Evolução da Justiça Desportiva de MG.
O evento direcionado para profissionais dos Tribunais Disciplinares e alunos de graduação contará com aulas ministradas pelo Dr. Leonardo Barbosa e pela Dra. Luciana Lopes, experts em Justiça Desportiva, abordará o procedimento dos tribunais, artigos polêmicos do STJD e doping.
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segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Prévias na Argentina: sinal amarelo aceso

Prévias na Argentina: sinal amarelo aceso

O resultado das prévias na Argentina acendem uma luz amarela. Isso porque a chapa Fernandez-Fernandes ((Kirchner) venceu com ampla vantagem e Cristina Kirchner pode voltar ao poder como Vice-Presidente.

Na Argentina, ao contrário do momento atual do Brasil, a divisão política não se dá entre direita e esquerda (50% da população não sabe fazer essa distinção), mas entre peronistas e não peronistas.

Para se ter uma ideia da força do peronismo na Argentina, Macri vai ser o primeiro Presidente não peronista a terminar o mandato.

O peronismo é um movimento que surgiu nos anos 1940 ligado a Juan Domingo Perón, eleito presidente 3 vezes e já elegeu presidentes de direita como Carlos Menen e de esquerda como Nestor Kircnher.

Portanto, não é possível traçar um paralelo entre o que acontece na Argentina e o que pode ocorrer no Brasil com eventual retorno de Dilma, Lula ou do PT em eventual fracasso da economia no Governo Bolsonaro.

O Peronismo nunca saiu de cena na Argentina e dificilmente sairá em médio prazo.

O fato é que o peronismo reúne aspectos ideológicos afeitos à esquerda e à direita e possui dentro de seus filiados alas mais estatizantes e alas mais liberais.

O que traz temor no momento da Argentina não é a provável volta do peronismo ao poder, mas o retorno do kirchenismo, eis que além da vice, Cristina, o cabeça de chapa Alberto Fernandez foi chefe de gabinete de todo governo de Ernesto e de parte do mandato da própria Cristina.

O kirchenismo corresponde a uma ala mais esquerdista e estatizante do peronismo e foi responsável por afundar o país na grave crise econômica que enfrenta.

Se por um lado a presença de Cristina na chapa e o fato de ter participado dos Governo Kirchner aponta para o retorno da ala esquerdista do peronismo ao Poder, Alberto Fernandez, após sair do governo, tornou-se grande crítico da Presidente.

Assim, além de não haver qualquer possibilidade de paralelo entre o momento político argentino e o que pode se tornar o Brasil, eventual (e provável) vitória de Alberto Fernandez não significa, necessariamente, a volta da esquerda ao Poder na Argentina.






sábado, 3 de agosto de 2019

I ARRAIÁ DO MITO

I ARRAIÁ DO MITO




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Tel.: (31) 99154-4820 -Neto

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 Sagrada família 
Tel.: (31) 98877-1465 - Rosalia

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Valores:
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segunda-feira, 24 de junho de 2019

HOMOFOBIA NO TIRO DE META?

HOMOFOBIA NO TIRO DE META?Por Gustavo Lopes Pires de Souza


Após a Copa do Mundo de 2014, a torcida brasileira importou dos mexicanos o hábito de gritar “eeeeeeh bicha!” (“eeeeeeh puto!” em espanhol) quando os goleiros vão bater o tiro de meta.

A Federação Mexicana de Futebol (Femexfut) já foi diversar vezes multada por este gritos, uma vez que a FIFA entende tratar-se fe homofobia.

A CBF também já foi multada por gritos ocorridos durante as Eliminatórias para a Copa de 2018.

De fato, a FIFA em seu Código Disciplinário e também o CBJD punem a homofobia e o preconceito no esporte. Importante nesse momento definir homofobia.

Homofobia é uma palavra cunhada em 1971 pelo psicólogo norte-americano George Weinberg e é fruto da junção dos radicais gregos homo (igual) e phobia (medo).

Atualmente, o conceito de homofobia expandiu-se para além da aversão ao homossexual e passou a significar, também, atos de discriminação contra homossexuais ou contra a homossexualidade.

Discriminação, por seu turno, significa diferenciar, segregar, excluir ou restringir. 

Assim, homofobia significa diferenciar, excluir e restringir uma pessoa com base na orientação sexual homoafetiva.

Nos estádios de futebol, os gritos de “eeeeeeh bicha!” não configuram qualquer diferenciação, exclusão ou restrição, até porque os torcedores sequer sabem a orientação sexual do goleiro e gritam de forma generalizada sem o dolo de discriminar e de forma lúdica.

Aliás, os campos de futebol sempre foram espaços lúdicos onde os torcedores, obviamente sem violência, descarregam suas frustrações e tensões do dia a dia.

Fazem parte da história do futebol as ofensas contra os Juízes ou os gritos de guerra pelo seu clube ou contra a clube adversário.

Os gritos de “Juiz filho da p…” obviamente não estão ofendendo as profissionais do sexo ou as genitoras dos árbitros.

Os cânticos de “O pau vai quebrar” obviamente não convidam torcedores para a briga, mas trazem uma analogia da disputa desportiva.

Essa doutrinação politicamente correta está acabando com a leveza da vida e, por consequência, dos estádios de futebol.

Estão ensinando às crianças que tudo é ofensa, que tudo agride. Nos anos 80 “Os Trapalhões” fizerem sucesso estrondoso fazendo humor com negros (Mussum), homossexuais e nordestinos (Didi). A criança negra ganhava o apelido de Pelé na escola, o que usava óculos, 4 olhos, o gordinho, baleia e por aí afora.

O que era comum, lúdico e integrador para as pessoas, atualmente, desde cedo as crianças são treinadas a se ofenderem por tudo.

Os adultos de hoje, criados nos anos 70 e 80 não suicidaram-se (hoje o mundo enfrenta a maior taxa de suicídio de jovens da história) e estão aí trazendo ano após ano inovações, enquanto os jovens tem adiado a saída da casa dos pais e o ingresso no mercado de trabalho. 

Aliás, qualquer palavra mais dura de um chefe para um jovem é tida como assédio, agressão, etc.

As novas gerações precisam de mais casca para enfrentar a vida e não se pode taxar toda e qualquer brincadeira ou ato lúdico como ofensa, sob pena de banalizar os reais atos discriminatórios e ofensivos.

Não é atoa que pesquisas das Universidades de Yale, Oxford e Cambridge definiram as novas gerações como “floco de neve”, eis que são particularmente suscetíveis, não tolerantes à frustração e particularmente inclinados a fazerem tempestade em copo de água.

Nos anos 80 havia homossexuais e transexuais como Rogéria, Roberta Close, Clodovil, Jorge Lafond, Clovis Bornay, Cazuza, Renato Russo que ao invés de se esconderem atrás do vitimismo e pedir benefícios, orgulhavam-se de verdade de sua orientação sexual e venceram sem nenhuma bandeira empoderadora. 

Retornando aos campos de futebol, os gritos durante os tiros de meta não são dirigidos à comunidade LGBT, mas a quem esteja chutando a bola.

Entretanto, como tudo hoje em dia é motivo para “levantar bandeira” estérica de discriminação, faz-se um grande escândalo exclusivamente por causa do politicamente correto.

Acabaram com as “gerais”, tiraram as bandeiras e batuques, limitaram a cerveja e seguem tentando acabar com a alegria nos campos de futebol.

No mundo da “felicidade de redes sociais” e da depressão “cult”, ser alegre de verdade agride.

Parafraseando-se Belchior, a dor é perceber que apesar de termos feito tudo que fizemos, não somos mais os mesmos e, infelizmente, não vivemos com a leveza, a casca e o espírito esportivo de nossos pais.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

CICLO OLÍMPICO PERDIDO?


CICLO OLÍMPICO PERDIDO?

Por Gustavo Lopes Pires de Souza
Mestre em Direito Desportivo – Universidad de Lleida
Vice-Presidente do Instituto Brasileiro de Direito Desportivo
Cadeira 36 da Academia Nacional de Direito Desportivo
Presidente do Instituto Mineiro de Direito Desportivo


O Comitê Olímpico Brasileiro – COB é representante do Comitê Olímpico Internacional no Brasil e, nos termos do item 27 da Carta Olímpica, tem a missão de desenvolver, promover e proteger o Movimento Olímpico. Ademais, o COB tem a competência exclusiva de representar o Brasil nos Jogos Olímpicos e Paralmpicos.

Os Comitês Olímpicos Nacionais, conforme estabelece a Carta Olímpica, tem a função, ainda, de co-organizar os Jogos Olímpicos organizados em seu país, como se deu com o COB no Rio-2016.

Tradicionalmente, os países que organizam Jogos Olímpicos aproveitam a organização do evento para criar um legado para os seus atletas, o que, em regra, se traduz em aumento significativo de medalhas. Foi assim com a China em Pequim/2008 e com Grã Bretanha em Londres/2012.

O Brasil, inclusive, teve no Rio/2016 sua melhor participação da história com 19 medalhas, sendo 7 de ouro, e conquistou a 13ª colocação no Quadro de Medalhas. Como legado ficou, por exemplo, o Laboratório Olímpico que possui uma das maiores tecnologias do mundo e que atrai atletas do mundo inteiro.

Encerrados os jogos do Rio, iniciou-se imediatamente o ciclo olímpico para as Olimpíadas de Tóquio/2020.

O atual ciclo Olímpico começou bastante conturbado com a renúncia do então Presidente do COB Carlos Arthur Nuzman. Paulo Wanderley Teixeira assumiu o cargo e iniciou nova era na entidade.

Além das tradicionais e esperadas dificuldades de uma transição, o COB passou a sofrer graves entraves financeiros oriundos da crise econômica que os Governos anteriores deixaram e, também, da predatória e até ilegal política arrecadatória da Fazenda Nacional com a inclusão do Comitê Olímpico Brasileiro em execuções de outras entidades e, ainda, com a nova regra de tributação das remessas de recursos para desportistas no exterior no importe de 33%.

Ora, a principal fonte de recursos do Comitê Olímpico Brasileiro é o percentual de 1,7% da arrecadação dos concursos de prognósticos e da loteria federal. Logo, recessão econômica leva, necessariamente, à redução de dinheiro circulante e, por consequência, queda na arrecadação. Para recebimento dos repasses públicos, tem-se entendido que o COB não pode possuir débitos tributários.

Entretanto, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional - PGFN incluiu o COB nas execuções fiscais que move contra a Confederação de Vela e Motor sob o fundamento de que o Comitê Olímpico Brasileiro teria atuado com fraude ao desfiliar a Confederação devedora e filiar a CBVela em seu lugar. A atuação da PGFN de certo, é fruto do desespero arrecadatório criado pelos Governos passados que deixaram o Brasil em total estado de penúria.

É totalmente ilegal a vinculação do COB ao débito fiscal da Confederação Brasileira de Vela e Motor, eis que o Comitê Olímpico Brasileiro a excluiu e aceitou a filiação da CBVela para cumprir uma determinação da Carta Olímpica que estabelece que a Confederação filiada deve ser aquela aceita pela Federação Internacional.

Ou seja, antes do COB trocar a Confederação Brasileira de Vela e Motor pela CBVela, quem o fez foi a Federação Internacional de Vela.

Vale dizer que a Lei 9.615/98, conhecida como Lei Pelé, estabelece em seu art. 1º, §1º que a prática desportiva formal é regulada também pelas normas internacionais, logo, por disposição legal, o Comitê Olímpico Brasileiro foi obrigado a desfiliar a Confederação Brasileira de Vela e Motor e filiar a CBVela.

Além disso, a formação do grupo econômico que pretende a PGFN depende de alguns requisitos e um deles é a extinção da devedora. No entanto, a Confederação Brasileira de Vela e Motor, apesar não mais filiada à Federação Internacional e ao COB, existe, tanto que tem comparecido e se defendido em todos os processos.

Por fim, há ainda, um grande debate jurídico em que o COB defende, com o apoio do atual Governo, que a Certidão Negativa de Débitos é desnecessária para a liberação dos recursos. O grande problema tem sido a imensa burocracia deixada pela estrutura do antigo Ministério dos Esportes e a atual conjuntura econômica. Ademais, trata-se de repasse obrigatório e não voluntário de valor não público, mas oriundos da exploração das loteriais.

Isso se daria pelo fato da Lei Pelé em seu art. 56 e da Lei 13.756/2018 em seu art. 22, ao estabelecerem o repasse dos valores da loteria ao COB, não estabelecerem qualquer condição. Sendo assim, não poderia a Caixa, responsável pelo repasse, descumprir a legislação invocando requisito não previsto em Lei.

A atuação da PGFN e a herança maldita deixada pelos Governo Lula e Dilma/Temer estão em via de colocar a perder todo um ciclo Olímpico.

Os próximos Jogos Olímpicos serão em Tóquio, logo a delegação brasileira tem contra ela o fuso horário e a cultura, por isso, indispensável a realização de eventos para aclimatação dos atletas.

A demora ou o não repasse dos recursos públicos, sua redução e a subida do dólar dificultarão muito a reta final da preparação brasileira para 2020.

Não bastasse a precarização dos estádios da Copa do Mundo e de todo aparelhamento esportivo dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, o esporte brasileiro corre o sério risco de perder todo o avanço desportivo que suas equipes e atletas alcançaram com as Olimpíadas no Brasil.

Infelizmente, apesar da conjuntura esportiva favorável, os anos de desgoverno tem trazido reflexos desoladores para todos os setores do país, inclusive o desporto olímpico.

Portanto, é necessário que o atual Governo consiga avançar com as suas reformas a fim de que o país não se atole ainda mais na maior crise de sua história. Para tanto, o Congresso Nacional precisa deixar de lado as rixas ideológico-partidárias e atuar com a intenção única de tratar dos interesses do país.





segunda-feira, 6 de maio de 2019

Ana Paula x Tiffany: verdades têm de ser ditas

Ana Paula x Tiffany: verdades têm de ser ditas



O debate sobre a participação dos transsexuais em modalidades de seus gêneros não biológicos voltou à tona quando o técnico multicampeão Bernardinho esbravejou, após derrota de sua equipe, o Sesc-RJ, para o Sesi-Bauru da atacante trans Tifanny: “Um homem, é fo**!”
O debate é polêmico, porém necessário. É importante, desde já, deixar claro e explícito que ser contra a participação dos trans em modalidades diversas de seus gêneros não é transfobia ou homofobia. Trata-se, apenas, do regular exercício de livre manifestação do pensamento.
Infelizmente, nos sombrios tempos atuais existe uma verdadeira patrulha do politicamente correto atenta a levar toda e qualquer manifestação “não convencional” para o lado mais obscuro de forma a tentar desmoralizar e desqualificar o interlocutor.
A divisão nas categorias femininas e masculinas não é atoa. Ela se dá por uma questão biológica e natural de diferenças hormonais, físicas, ósseas, etc. Se não existissem diferenças, homens e mulheres atuariam em conjunto.
Aliás, em muitas modalidades há também diferenças de bolas, redes, regras, roupas, dentre outras, justamente em razão das diferenças existentes entre os sexos.
No afã de atender à patrulha do politicamente correto, pululam “palpiteiros especialistas” que defendem, via de regra nas redes sociais, atrás de uma tela, a inclusão dos trans femininos e entendem ser um absurdo discriminatório sua limitação, além de taxarem os “oposicionistas” de homofóbicos.
De fato, é muito lindo e confortante pensar em um mundo ideal sem qualquer compromisso com a dureza da realidade.
Tifanny nasceu Rodrigo, cresceu Rodrigo, e, adulto, virou mulher. Como homem biológico, Tifanny possui estatura média superior às mulheres, força muscular superior, explosão muscular maior, quadril mais estreito e maior impulsão que elas. Nenhum controle hormonal vai mudar isso.
Rodrigo era um jogador médio de vôlei masculino. Já Tifanny é uma jogadora de vôlei de elite no feminino.
Os fatos são óbvios e falam por si.
Tifanny tem todo o direito de ser Tifanny, mudar de nome, de documento, de roupas, relacionar-se com pessoas do gênero que quiser, mas não pode tirar o direito das mulheres biológicas de competirem em igualdade.
Incentivar e promover a participação de trans nos esportes femininos é incentivar os trans (lógico que ninguém se tornará trans para ser atleta) a escolherem a profissão de atleta, pois, por questões biológicas, qualquer homem atleta mediano se tornará competitivo entre as mulheres. O resultado será devastador para o esporte feminino.
Não se poder querer “ser mais realista que o Rei”. Deus, o Universo ou o Big Bang criou o Homem e a Mulher diferentes e isso nunca vai mudar.
Bernardinho está certo, Tifanny, biologicamente, é um homem. A cirurgia, a roupa, o cabelo, a orientação sexual e a feminilidade não mudarão isso.
A todo cidadão deve ser garantido o direito de escolha, mas ele deve arcar com os bônus e os ônus da sua escolha sem qualquer vitimismo e/ou benefício.
São os atletas transsexuais que devem se adequar ao sistema desportivo e não o contrário. As mulheres biológicas não podem “pagar o pato” de uma decisão íntima e pessoal.
Se um atleta escolhe ser trans, terá o ônus de conviver desportivamente com outros atletas que nasceram do mesmo sexo que ele, da mesma forma que se um atleta não escolhe ser trans, terá que enfrentá-los.
A inserção social não pode servir de desculpa para prejudicar um gênero e uma modalidade inteira. A desejada inclusão é alcançada com atitudes positivas de respeito às minorias e tratamentos iguais. Não com benefícios e prejuízo às maiorias.
Não, este texto não é transfóbico ou homofóbico. Pelo contrário, é em defesa das mulheres e do esporte.
Atente-se que as defesas pela inclusão de Tifanny vem de ativistas (especialmente de redes sociais), pois as pessoas envolvidas no esporte que têm coragem de opinar e enfrentar a patrulha manifestam-se de forma diversa.
Bernardinho, com seis medalhas olímpicas, e Ana Paula, medalhista em Atlanta, sabem o que estão falando e, ainda que se pense diferente deles, deve-se respeitá-los.
Ao invés de debater ideias, a patrulha do politicamente correto prefere atacar e desqualificar o debatedor. Infelizmente, foi o que fez a própria Tifanny ao se omitir quanto ao fato de ter ou não benefício e atacando Ana Paula dizendo que “ela não existe”.
Ana Paula entrou para história do vôlei feminino mundial por sua atuação dentro das quadras tendo nascido mulher e sem qualquer vitimismo ou benefício. Conquistou seu espaço e é respeitadíssima por sua competência.
Ainda bem que Ana Paula existe e fez o vôlei brasileiro feminino grande.
Ainda bem que Ana Paula existe e continua a defender suas colegas, a modalidade e a ética.
O Comitê Olímpico Internacional e as Federações Internacionais existem para proteger o esporte e os atletas e precisam agir com coragem e não sucumbir à demanda pelo politicamente correto antes que seja tarde demais.

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Senna: mito ou marketing?

Senna: mito ou marketing?




Criada em 1950 com a união de seis Grandes Prêmios europeus (Reino Unido, Mônaco, Suiça, Bélgica, França e Itália), a Fórmula 1 é a categoria de automobilismo mais popular do mundo.
O primeiro brasileiro na modalidade foi o paulista Chico Lando, em 1951, mas o interesse dos brasileiros pela modalidade iniciou-se em 1972, com o primeiro título do país conquistado por Emerson Fittipaldi. Desde então, o Brasil conquistou mais sete campeonatos, 1974 com Fittipaldi, 1981, 1983 e 1987 com Nelson Piquet, e 1988,1990 e 1991 com Ayrton Senna.
A popularidade da Fórmula 1 no Brasil é tamanha que dela emerge aquele que para muitos é um dos maiores mitos da história do esporte, Ayrton Senna, tricampeão mundial, morto em acidente no circuito de Ímola, na Itália, em 1994.
Passadas décadas de sua morte, Senna segue considerado por muitos o maior piloto de todos os tempos. Há quem defenda se tratar de um dos maiores brasileiros da história ou o maior atleta brasileiro.
Mas o que faz de Senna, tricampeão como Piquet e contemporâneo do tetracampeão Alan Prost (seu maior rival) ser considerado um mito? Imprescindível compreender o contexto histórico do Brasil naquela época.
Após vencer as Copas do Mundo de 1958, 1962 e 1970, de mostrar ao mundo certa superioridade que um país de terceiro mundo poderia conseguia ter, a seleção brasileira passava por longo período sem conseguir conquistar a Copa do Mundo.
Quando Ayrton Senna estreia na para Fórmula 1, em 1984, a seleção brasileira estava há 14 anos sem ganhar uma Copa. O Brasil estava há 20 anos em uma ditadura militar. Somente 1985 aconteceriam as primeiras eleições presidenciais diretas depois de duas décadas. 
Para a Presidência, Tancredo Neves foi eleito indiretamente, mas não chegou a tomar posse, pois morreu em 15 de março de 1985. A inflação galopava. O país, como nunca em sua história, precisava de ídolos e referências. 
O futebol não triunfava, a economia em gravíssima recessão e a política ia mal. O povo brasileiro sentiu a morte de Tancredo, e a crise de representatividade se instalou no país. 
Ayrton Senna da Silva, recém-chegado na Fórmula 1, desponta como personalidade capaz de preencher a lacuna de ídolos do povo brasileiro. 
Desde as categorias de base, Senna já contava com forte esquema de divulgação e clipping, e até visitava redações de jornais, o que era atípico. 
Já na Fórmula 1, foi o primeiro piloto a organizar coletivas nos autódromos de modo a não conceder intermináveis entrevistas individuais e, ao mesmo tempo, ter controle sobre o que dizia para não ser mal interpretado. Nessas coletivas, ficou famoso pelas longas pausas que fazia para medir as palavras. 
Quando Senna chega à Fórmula 1, a modalidade já era muito popular devido aos feitos dos brasileiros Emerson Fittipaldi, bicampeão mundial, e Nelson Piquet, primeiro piloto brasileiro a ganhar título e ser tricampeão mundial. 
As transmissões de Fórmula 1 para a TV só começaram a ser feitas exatamente na estreia de Fittipaldi na categoria, no Grande Prêmio da Grã-Bretanha, em Grends Hatch, no dia 18 de julho de 1970, pela RecordTV. A TV Globo passou a exibir o esporte somente no Grande Prêmio da Argentina de 1972.
No início dos anos 80 surge Nelson Piquet, até hoje reconhecido como um dos maiores pilotos de todos os tempos, tricampeão mundial e com expertise e didática em assuntos mecânicos, o que chamou a atenção da mídia nacional e internacional.
Então, por que Nelson Piquet não se tornou o grande herói nacional?
Ao contrário de Senna, Piquet não fazia questão de relacionar-se com a imprensa ou de se fazer simpático ao público.
No contexto, a maneira encontrada pela mídia para alavancar a audiência e fazer o brasileiro a se apaixonar pela Fórmula 1 foi a de consolidar um mito.
Assim,o talento e carisma de Ayrton Senna aliados somado aos interesses da Rede Globo e da mídia em geral foram fundamentais na construção do mito.
Seguramente, independentemente do marketing e da mídia, Senna seria um grande ídolo pelo seu talento e carisma. Mas, sem o relacionamento midiático com a Xuxa, as narrações icônicas de Galvão Bueno e o trabalho de marketing feito pela Globo durante a vida e, também, após a morte do piloto, ele dificilmente se tornaria um mito.
Atitudes como carregar a bandeira brasileira após as vitórias e, principalmente, dar voltas a carregando no GP da França de 1986, após a seleção de futebol ser eliminada da Copa do Mundo pelos franceses, davam ao piloto o estereótipo do Brasil que dava certo quando tudo no país (até o futebol) insistia em dar errado.
As corridas vencidas por Senna eram especiais para os brasileiros, como uma vitória do país. “Ayrton Senna do Brasil!”, gritava sempre o narrador e amigo do piloto Galvão Bueno nas manhãs de domingo. Além da bandeira brasileira e do capacete com as cores verde, amarelo e azul, Senna ficou marcado pelo “Tema da Vitória”, que toca nos triunfos brasileiros na Fórmula 1. 
O marketing midiático que fez de Senna um herói mítico era de grande interesse de seus patrocinadores, assim como da mídia, pois a exploração de sua imagem contribuía para o maior interesse pela Fórmula 1 e pelos altíssimos de audiência que as corridas com Senna acumulavam, importantes para manter a TV Globo, a emissora oficial das transmissões, atenta para o sucesso de Ayrton
Senna era o filho ou o genro que todo mundo queria ter: bonito, educado, evangélico e conservador. Além de tudo, bem-sucedido, tricampeão mundial, dono de recordes impressionantes. Responsável por levar o nome do Brasil para o mundo todo. Além dos feitos na pista, tinha o carisma de um líder, a competitividade e a raça de um herói e o discurso religioso que o aproximou do povo brasileiro. O mito é visto como um ser sobrenatural, de atividade criadora e sacralizante, realizando sempre modelos exemplares das atividades humanas. 
Ayrton morreu no auge da vida e da carreira em uma transmissão ao vivo para todo o mundo. Todo brasileiro sabe onde estava e o que fazia no momento do acidente. O herói passou ao limiar humano e tornou-se divino. 
Estimulado pela mídia, nos dias seguintes o Brasil parou para acompanhar o funeral do ídolo. Houve uma verdadeira santificação do piloto. O mito estava consolidado.
Esses fatores transforma em praticamente um herege quem ouse emitir a opinião de que Senna não foi o melhor de todos os temos. Invariavelmente, a Globo relembra os feitos do piloto.
De nada adiantaram os recordes quebrados pelo alemão Michael Schumacher, o piloto mais vencedor de todos os tempos, ou o pentacampeonato do inglês Lewis Hamilton, pois, para a mídia brasileira, Senna foi o melhor de sempre. Suas derrotas são justificadas como “roubos” assombrosos ou de superioridade absoluta e esmagadora da equipe vencedora.
Atualmente, jovens adultos que muito provavelmente nunca assistiram a uma corrida de Fórmula 1 já absorveram do inconsciente coletivo que o mito santificado Ayrton Senna é a o maior de todos os tempos.
Segundo o jornalista Edvaldo Pereira Lima, doutor em Comunicação Social pela USP:
“Ayrton Senna da Silva é, no jogo dramático da consciência coletiva brasileira neste final de século, a pessoa que – pelo alcance massivo de sua imagem e pelas circunstâncias de vida e morte – deu a contribuição mais valorosa para a mudança do padrão de autopercepção do brasileiro. Mais do que uma contribuição simbólica, seu desaparecimento desencadeou um processo energético extraordinário, evidenciando uma potencialidade que está imanente no povo. Filho do Brasil, carregava em si qualidades originais dessa terra, potencializadas a partir das sementes latentes em muito de nós. Com sua vida personificou um momento coletivo de abertura para a mutação de todos nós”. 
Na trajetória do mito Ayrton Senna, suas vitórias são triunfos e suas derrotas injustiças. Poucos sabem, por exemplo, que em 1988, o francês Alain Prost foi o melhor piloto da temporada ao marcar 105 pontos, contra 94 de Ayrton. Senna foi beneficiado pelo regulamento da época, que determinava o descarte dos piores resultados e, ao final, o brasileiro foi campeão com 90 pontos, contra 87 do francês.
Na temporada de 1989, Prost e Senna disputavam o título, mas o brasileiro precisava chegar na frente. O francês segurou a ponta perseguido por Senna por 46 voltas, até que Ayrton forçou uma ultrapassagem, Prost manteve a trajetória e os dois bateram. Alan abandonou a prova, Ayrton pediu para ser empurrado pelos fiscais, voltou à corrida e venceu o GP.
Entretanto, foi desclassificado por um erro básico para qualquer piloto de kart por cortar caminho na curva. Prost foi campeão.
Em 1990, no segundo título de Senna, em Suzuka, Japão, para Senna sagrar-se campeão por antecipação, bastava que o francês não pontuasse. Antes da largada, um repórter perguntou ao brasileiro sobre a possibilidade de se forçar um acidente para tirar Prost da corrida. Ao responder, o piloto brasileiro ameaçou agredir o jornalista. 
Minutos depois, na largada do GP do Japão, em 1990, Senna forçou uma ultrapassagem sobre Prost na primeira curva e houve choque. Os dois pilotos ficaram fora da corrida. Senna foi campeão. 
Na rivalidade entre Senna e Prost, a Globo criou uma sátira em que colocava o piloto francês como Dick Vigarista, sendo que havia um grande embate de ambos os lados, com Senna dando o primeiro golpe. No GP de Portugal de 88, o brasileiro espremeu acintosamente Prost contra o muro da reta principal.
A “guerra” foi declarada ali e teve sua explosão no GP de Ímola do ano seguinte, quando Senna tomou a liderança da prova logo após a largada, apesar de haver pacto na equipe para que não houvesse disputa na primeira volta. Isso porque a McLaren era muito mais rápida do que os outros carros e, por isso, Senna e Prost achavam melhor abrir vantagem primeiro para, só depois, disputar a liderança. 
Até mesmo a façanha de Senna em dar show e vencer em Interlagos somente com uma marcha nas últimas dez voltas foi repetida. Shumacher conseguiu o feito em 1994, no GP da Espanha, quando conduziu seu carro por 45 voltas apenas com a 5ª marcha e ainda fazendo dois pit stops em que parou e arrancou com uma única marcha.
Apesar de toda genialidade e habilidade de Ayrton Senna, o piloto tornou-se uma figura mítica muito mais pelo marketing, pela necessidade de o brasileiro ter um herói naquele momento histórico e pela trágica morte diante das câmeras do que pelos seus feitos e números como desportista.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS
BATISTA. Tatiana Alencar. VELAZQUEZ. Carlos. Rede Globo e Ayrton Senna: o papel da Rede Globo na mitificação do piloto. Trabalho apresentado na IJ03 – Relações Públicas e Comunicação Organizacional do XX Congresso de Ciências da Comunicação na Região Nordeste, realizado de 5 a 7 de julho de 2018.
FRANÇA R. Ayrton Senna e o jornalismo esportivo. 2006. Tese (Mestrado em Ciências da comunicação). Escola de Comunicação e Artes. Universidade de São Paulo.
FRANÇA, Rodrigo. Ayrton Senna e a Mídia Esportiva. São Paulo: Automotor, 2010.

HELAL, R.; CATALDO, G. A Morte e o Mito: As narrativas da imprensa na cobertura jornalística da morte de Ayrton Senna. UERJ. Rio de Janeiro 

HILTON, C. Ayrton Senna: A face do gênio. ed.1. Rio de Janeiro: Rio Fundo, 1992 

LIMA, E. P. Ayrton Senna: guerreiro de aquário. ed.1. São Paulo:Brasiliense., 1995 

SENNA, Ayrton. O reforço do mito “Ayrton Senna do Brasil” no discurso da Rede Globo: Primeiras reflexões. 2004. Trecho de entrevista veiculada na transmissão do dia 17 de março de 2014 do Jornal Nacional, Rede Globo.

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Cambistas e Estatuto do Torcedor



A Questão dos Cambistas sob a ótica do Estatuto do torcedor

Historicamente, eram considerados cambistas, aqueles que se dedicavam ao câmbio nas feiras e nos núcleos urbanos no feudalismo. Cobravam taxas e para realizarem atividades como empréstimos, câmbio, emissão de títulos e pagamento de dívidas.

Eram bastante úteis à economina feudal, já que proporcionavam maior estabilidade às trocas comerciais, ao retirarem dos comerciantes os riscos do transporte de altos valores.

Com o passar do tempo, estes cambistas começaram a ser chamados de banqueiros, porque faziam empréstimos aos comerciantes mediante a cobrança de juros e criaram o sistema de pagamento em cheque.

Nos dias atuais, considera-se "cambistas" as pessoas que compram ingressos com antecedência para vendê-los posteriormente por um preço mais elevado para as pessoas que não puderam comprar o ingresso em tempo.

Durante os últimos anos vários estudos tem sido realizados a fim de diminuir a atividade dos cambistas nas partidas esportivas.

A atividade dos cambistas constitui crime contra a economia popular,  previsto na Lei 1521/1951, em seu art. 2º, que diz serem crimes dessa natureza: transgredir tabelas oficiais de gêneros e mercadorias, ou de serviços essenciais, bem como expor à venda ou oferecer ao público ou vender tais gêneros, mercadorias ou serviços, por preço superior ao tabelado, assim como não manter afixadas, em lugar visível e de fácil leitura, as tabelas de preços aprovadas pelos órgãos competentes; não é claro e muito menos cumprido.

Apesar disso, as recentes alterações no Estatuto do Torcedor tipificaram a atividade do “cambismo” em seus arts 41-F e 41-G.

No primeiro caso, quem vender ingressos de evento esportivo, por preço superior ao estampado no bilhete será apenado com reclusão de 1 (um) a 2 (dois) anos e multa.

Já o art. 41-G, estabelece como crime, fornecer, desviar ou facilitar a distribuição de ingressos para venda por preço superior ao estampado no bilhete, com pena de  reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos e multa. Neste caso, a pena será aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o agente for servidor público, dirigente ou funcionário de entidade de prática desportiva, entidade responsável pela organização da competição, empresa contratada para o processo de emissão, distribuição e venda de ingressos ou torcida organizada.

Inicialmente, importante ressaltar que não é o tamanho da pena que irá impedir o ato ilícito, mas a repreensão policial e o fim da impunidade.

O pensador italiano Cesare Beccaria no clássico “Dos Delitos e Das Penas” ressalta que o castigo deve ser inevitável, mas que não é a severidade da pena que traz o temor, mas a certeza da punição ao defender que a perspectiva de um castigo moderado, mas inevitável, causará sempre uma impressão mais forte do que o vago temor de um suplício terrível, em relação ao qual se apresenta alguma esperança de impunidade. Ou seja, a prevenção dos crimes é melhor do que a punição.

Outrossim, o “cambismo” existe no mundo todo. E as copas do mundo de futebol já provaram isso.  Em alguns países, inclusive, a prática de vender ingressos mais caros é válida. Os “cambistas” são cadastrados pela instituição que promoverá o evento e traz comodidade aos torcedores, pois evita que a fila. Por óbvio, cobra-se um preços mais altos por isso. Assim, lucra o evento e o “cambista” é um trabalhador comum.

O fato é que o Estatuto do Torcedor estabelece em seu art. 20 que os ingressos devam ser vendidos de forma organizada e transparente e a prática demonstrou a ineficiência das entidades de prática desportiva em fazê-lo.

Neste esteio, a atividade do cambista, desde que devidamente regulamentada poderia trazer maior organização ao evento e comodidade aos torcedores, pois aqueles que não puderem ou não quiserem enfrentar filas poderão optar por pagar uma taxa a um trabalhador credenciado para receber seu ingresso sem enfrentar filas.

Destarte, o pensador italiano Cesare Beccaria, no século XVIII, já entendia que a criminalização seria a última opção e que o Estado deveria sempre buscar a regulamentação e a intervenção mínima.

Neste esteio, ao invés de se punir a atividade dos cambistas, perde-se a oportunidade de trazer uma roupagem mais moderna ao direito brasileiro regulamentando-se uma prática, ao invés de tipificá-la.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

LANÇAMENTO DO LIVRO: FUTEBOL: TEMAS, TEXTOS E CONTEXTOS

LANÇAMENTO DO LIVRO: FUTEBOL: TEMAS, TEXTOS E CONTEXTOS

Na próxima quinta-feira, 04 de abril de 2019, será lançado no Destro Bar o livro "Futebol: Temas, Textos e Contextos."


O livro conta com as ilustrações de Anderson Alves, organização do advogado Carlos Ramalho,  a apresentação de Ursula Nogueira, Diretora de Esportes da Rádio Itatiaia, prefácio de Emanuel Carneiro, Presidente da Rádio Itatiaia e contracapa do Supervisor de Esportes da Rádio Itatiaia, Michel Angelo.


terça-feira, 19 de março de 2019

DIREITA E ESQUERDA: ENTENDA

DIREITA E ESQUERDA: ENTENDA

Os termos "esquerda" e "direita" apareceram durante a Revolução Francesa de 1789, quando os membros da Assembleia Nacional dividiam-se em partidários do rei à direita do presidente e simpatizantes da revolução à sua esquerda.
Um deputado, o Barão de Gauville explicou:
"Nós começamos a reconhecer uns aos outros: aqueles que eram leais a religião e ao rei, ficaram sentados à direita, de modo a evitar os gritos, os juramentos e indecências que tinham rédea livre no lado oposto".
No entanto, a direita se pôs contra a disposição dos assentos, porque acreditavam que os deputados devessem apoiar interesses particulares ou gerais, mas não formar facções ou partidos políticos.
A imprensa contemporânea, ocasionalmente, usa os termos "esquerda" e "direita" para se referir a lados opostos ou que se opõem.