segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Por falar em "escola sem partido"

Por falar em "escola sem partido"

Até meados dos anos 80 os currículos escolares brasileiros de ensinos médio e fundamental possuíam as disciplinas Educação Moral e Cívica e OSPB (Organização Social e Política do Brasil), nos moldes do Decreto 68.065, de 14 de janeiro de 1971.

Ambas disciplinas foram retiradas do currículo e são demonizadas como "forma de doutrinação".

Tal afirmativa, além de incoerente com o que a esquerda tem pregado (escolas com partido), é completamente fora de propósito quando analisamos as ementas das disciplinas.

Observando-as, dá a sensação de que os Governos pós militares retiraram as disciplinas do currículo escolar para não permitir que nossos jovens tivessem noções básicas de política e de Estado para serem melhor doutrinados.

Abaixo as ementas para que tirem as próprias conclusões:

EDUCAÇÃO MORAL E CÍVICA
1. Discriminar a Moral como uma característica essencialmente humana; 2. Identificar o Civismo, na sua mais ampla acepção, como um aspecto da Moral; 3. Compreender a Moral e o Civismo como um produto da vida social dos homens; 4. Sensibilizar-se para assumir, conscientemente, os aspectos morais e cívicos de seus comportamentos; 5. Dominar alguns conceitos básicos das Ciências Sociais, indispensáveis para a compreensão da Moral e do Civismo; 6. Aplicar esses conceitos na análise dos aspectos “moral” e “cívico” dos diferentes comportamentos humanos; 7. Conhecer a divisão político-administrativa atual do Brasil e ser capaz de ler o mapa político do Brasil; 8. Conhecer os símbolos nacionais e saber se comportar em relação a eles. 9. Preparo do cidadão para o exercício das atividades cívicas, com fundamento na moral, no patriotismo e na ação construtiva, visando ao bem comum. 10. Culto da obediência à Lei, da fidelidade ao trabalho e da integração na comunidade.

ORGANIZAÇÃO SOCIAL E POLÍTICA DO BRASIL
1. Povo, Nação e Estado; 2. Elementos e estrutura do Estado; 3. Formas de Governo; 4. Formas de Estado; 5. Constituição: Origem, Estrutura e Forma; 6. Constituições Brasileiras; 6. Estrutura do Estado Brasileiro: tripartição de Poderes e sistema Federativo; 7. Política externa brasileira; 8. Direitos e Deveres do Estado com relação ao indivíduo e do indivíduo em relação ao Estado; 9. Família: influências dos fenômenos sociais; 10. Sociedade Urbana e Moral: contrates; 11. Diferenças Regionais; 12. Previdência Social: valorização do homem; 13. Direitos Constitucionais para melhoria da condição social dos trabalhadores; 14. Evolução da cultura brasileira e o contexto conjuntural.

Doutrinação nas Universidades


Professor não pode usar sala de aula pra doutrinar. Sala de aula é lugar para mostrar os dois lados e estimular o sendo crítico.
Falo como professor há quase 20 anos.
Comecei dando aulas de Geografia, História e Português em cursos supletivos em 1998 no Projeto Telecurso 2000 do Sesi, Globo e Arquidiocese de Belo Horizonte.
Lecionei em cursos preparatórios, graduações, pós-graduações e mestrados, inclusive no exterior e posso afirmar que nunca doutrinei meus alunos em sala de aula, muito embora nunca tenha escondido minhas ideias e pensamentos.
Falo isso publicamente e de peito aberto.
Aproveito para citar o art. 43 da Lei de Diretrizes e Bases:
Art. 43. A educação superior tem por finalidade:
I - estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo;
II - formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua;
III - incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, visando o desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura, e, desse modo, desenvolver o entendimento do homem e do meio em que vive;
IV - promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicações ou de outras formas de comunicação;
V - suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e profissional e possibilitar a correspondente concretização, integrando os conhecimentos que vão sendo adquiridos numa estrutura intelectual sistematizadora do conhecimento de cada geração;
VI - estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em particular os nacionais e regionais, prestar serviços especializados à comunidade e estabelecer com esta uma relação de reciprocidade;
VII - promover a extensão, aberta à participação da população, visando à difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e tecnológica geradas na instituição.
VIII - atuar em favor da universalização e do aprimoramento da educação básica, mediante a formação e a capacitação de profissionais, a realização de pesquisas pedagógicas e o desenvolvimento de atividades de extensão que aproximem os dois níveis escolares. 
Observe-se que a Lei de Diretrizes e Bases trata da estimulação do pensamento científico e reflexivo, ou seja, o conhecimento há de ser entregue sem viés político partidário a fim de que o estudante possa formar seu próprio conhecimento.

domingo, 4 de novembro de 2018

Brasi: Novos Rumos

DIVAGAÇÕES E DEVANEIOS DE UM NOVO BRASIL


A questão não é só que o socialismo não dá certo, mas as contas da campanha do professor com dissertação e livro que defendem que o modelo econômico soviético dá certo.
Tudo piora quando o candidato cujas contas de campanha não fecharam faz a promessa:



“Vou aumentar o salário mínimo acima da inflação, inclusive para os aposentados. O bolsa família terá reajuste de 20% e o gás de cozinha vai custar apenas R$ 49 em todo o país. Já fiz as contas e a decisão está tomada” (Haddad em campanha)

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David Runciman, professor em Cambridge e autor do livro “Como a democracia chega ao fim, defende que as eleições deixaram de ser o maior meio de exercício da democracia.
Dentre os seus fundamentos estão a vitória de Trump e do Brexit.
Algo do tipo: se meu lado perde, a democracia corre perigo.

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‪Mourão parece animado e com vontade de trabalhar.‬
‪Preparado e bem articulado, não quer ser um vice decorativo.‬
‪Muito bom ver esse time com vontade de trabalhar.‬



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Enquanto a campanha vitoriosa gastou menos de 10% e ainda sobrou valores, a campanha derrotada ainda saiu devendo.
Só por isso já sabemos quem tem e quem não tem as melhores condições para cuidar do Brasil, além de sabermos porque estamos quebrados.
Interessante observar que quando tiveram campanhas vitoriosas, não faltou dinheiro depois.

Por que será???

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O novo Governo recebe do PT um país estraçalhado.
Na educação só ganhamos da República Dominicana.
No desemprego só ganhamos do Haiti.
No crescimento do PIB só ganhamos da Venezuela.
Resistir ao novo Governo, é resistir à recuperação do Brasil.

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Vejo um sentimento nunca antes vivido no país.
Um sentimento de esperança de crença de que o Brasil pode dar certo.
A cada indicação ministerial a esperança se renova.
O brasileiro, que não sabe o nome de um ministro do governo atual, já conhece, debate e comenta um a um dos indicados.
Bolsonaro já fez o que desde 2002 o brasileiro não tinha: Esperança.

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Não há nada de errado em um juiz deixar a Magistratura para ser nomeado ministro.
Errado mesmo é bandido ser nomeado ministro para tentar fugir de juiz.



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Ao contrário de como utilizaram os Governos anteriores, Ministérios são cargos técnicos e não políticos.
Portanto, aparentemente, Sérgio Moro não mudou de ideia de 2016 pra cá!

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Cara, tá uma sensação gostosa demais isso!!!
A casa anúncio a esperança de um grande país se renova.
Nunca acreditei tanto nessa Nação!!

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A última Ministra da Ciência do Governo Dilma foi Emília Maria Silva Ribeiro Curi que tem em sua formação o bacharelado em Direito em 1999 pelo Centro Universitário de Brasília.
O futuro Ministro da Ciência, o Tenente-coronel Marcos Pontes ê bacharel em tecnologia aeronáutica da Academia da Força Aérea (AFA), engenheiro aeronáutico pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), mestre em engenharia de sistemas pela Naval Postgraduate School, em Monterrey, Califórnia. É, ainda, bacharel em administração pública pela Academia da Força Aérea.


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Reforma na Previdência tornou-se urgente por não ter sido enfrentada anteriormente pelos Governos.
Medidas impopulares terão que ser tomadas e doerão na carne.
Infelizmente, após 16 anos de Governos preocupados em se perpetuar, remédios amargos serão tomados.
Que tenhamos discernimento para em 2022 não entregarmos novamente o país para Governos populistas e irresponsáveis.

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Todo mundo quer um Ministério pra chamar de seu e muitos querem Ministérios, cargos e mais cargos pra usufruir das “tetas” do Estado.
Os Ministérios tem competências sobre um determinado setor funcional do país.
Quanto maior é q intervenção estatal, maior é o número de ministérios.
Portanto, nos países socialistas, normalmente é bastante elevado, enquanto que nos países liberalismo econômico tem-se entre 10 e 15 Ministérios.
Há "ministérios chave” como da Economia, da Defesa e da Justiça.
Se determinado tema não tem Ministério, é sinal que aquele país pretende interferir pouco naquele setor e deixa-lo por conta na iniciativa privada.
Se determinados temas são englobados em um único Ministério, é sinal que o Estado pretende enxugar gastos, unificar estrutura, diminuir burocracia e permitir que tenha-se mais eficiência.
Naturalmente, na estrutura ministerial haverá pequenos e enxutos setores para cada tema.
O país é igual a casa da gente, quanto menos gastar com burocracia, mais dinheiro haverá pra gastar.

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Acertadíssima a união dos Ministérios do Esporte, da Cultura e da Educação.
Enxugar a máquina é essencial para sobrar dinheiro para medidas efetivas para os temas em referência.
Agora com custo 2/3 menor, haverá mais recursos para cultura, esporte e educação.
Aliás, nada mais a ver esporte com cultura, cultura com educação e educação com esporte.

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Em regra o contratante de anúncios de publicidade possui autonomia para escolher onde e como fazê-lo.
Adoro a Folha de SP, mas penso que no afã de defender sua posição (o que é louvável), o jornal errou no caso da Val e, principalmente no do whatsapp, já que nesse segundo lançou ao vento ilações como verdades absolutas.
Poderia tê-lo feito destacando a existência de indícios, porém sem provas contundentes.
Poderia, também, ter ouvido a parte acusada.
Tal situação, ao meu sentir, traz impacto negativo na credibilidade do jornal, o que justifica a fuga de anunciantes públicos e privados.
Assim, a Presidência da República, desde que se atenha às disposições legais de licitação, contratação, etc, age no exercício regular de um direito ao não optar por anunciar em determinado veículo de comunicação.

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Oposição é ótimo, mas que seja sempre uma oposição de ideias e pelo interesse do Brasil e não oposição por oposição.

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Logo no seu primeiro discurso Bolsonaro mostrou que a alcunha de machista não lhe pertence.
De forma inédita, o presidente eleito deu a palavra à sua mulher e fez questão de destacar que nunca teria chegado até aqui sem ela.
Michelle Bolsonaro, ativista pelas causas dos deficientes, dá dicas que não será uma primeira dama decorativa, o que não ocorria desde Dona Ruth Cardoso.

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quinta-feira, 25 de outubro de 2018

ENCUENTRO INTERNACIONAL DE DERECHO DEPORTIVO

ENCUENTRO INTERNACIONAL DE DERECHO DEPORTIVO
ARGENTINA-BRASIL-PARAGUAY-URUGUAY

Organizan:
-Escuela de Posgrado - Colegio Público de la Capital Federal (CPACF)



-Asociación Latinoamericana del Derecho del Deporte (ALADDE)
-ACADEMIA NACIONAL DE DIREITO DESPORTIVO (ANDD)



-INSTITUTO IBEROAMERICANO DE DERECHO DEPORTIVO (IIDD)



-INSTITUTO BRASILEIRO DE DIREITO DESPORTIVO (IBDD)

-SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIREITO DESPORTIVO (SBDD)

Auspiciado por:
-IUSPORT (España)
-Inter-American Bar Association
-CECJ (Rusia)

TEMARIO:
PRIMERA MESA: EXTINCIÓN DEL CONTRATO DE TRABAJO DE LOS FUTBOLISTAS PROFESIONALES: EL RÉGIMEN DE TRANSFERENCIAS. ANÁLISIS DE LAS DIVERSAS VARIANTES DE LAS CLÁUSULAS DE RESCISIÓN Y SUS EFECTOS JURÍDICOS
Expositores:
-GUSTAVO DELBIN (BRASIL)

-HORACIO GONZÁLEZ MULLIN (URUGUAY)

MODERADOR:
-ADRIÁN VÁZQUEZ (ARGENTINA)

SEGUNDA MESA: LA CESIÓN DEL USO DE LA IMAGEN DEL DEPORTISTA DENTRO DEL CONTRATO DE TRABAJO DE LOS DEPORTISTAS: PRINCIPALES CUESTIONES LEGALES CONFLICTIVAS
Expositores:
-DOMINGOS ZAINAGHI (BRASIL)

-OSCAR PERELLO (AGENTINA)
MODERADOR:
-GUSTAVO DE SOUZA (BRASIL)


TERCERA MESA: EL ARBITRAJE DEPORTIVO INTERNACIONAL. EL TAS Y SUS RELEVANTES CUESTIONES LEGALES EN DEBATE (ENTRE ELLAS, LA VALIDEZ DE LA SUMISIÓN INDIRECTA OBLIGATORIA, ASPECTOS VINCULADOS A LA DENEGACIÓN DE JUSTICIA, SISTEMA DE EJECUCIÓN DE ESTOS LAUDOS, EL CONTROL DE LEGALIDAD DE LA JUSTICIA NACIONAL SOBRE LOS MISMOS, ETC)
Expositores:
-LEONARDO ANDREOTTI (BRASIL)

-RICARDO FREGA NAVÍA (ARGENTINA)

CUARTA MESA: DEBATE DEL DEPORTE EN SUDAMÉRICA: RELACIÓN ENTRE LEX SPORTIVA y LEX PÚBLICA. PUNTOS DE CONFLICTO. SU PANORAMA LEGAL Y DESARROLLO EN LOS DISTINTOS PAÍSES DE LA REGIÓN. LA CUESTIÓN DEL CONTROL DE LEGALIDAD. ASPECTOS PRÁCTICOS DE LA CONVIVENCIA Y TENSIÓN ENTRE REGLAMENTOS Y DECISIONES FEDERATIVAS RESPECTO DE LAS  NORMAS DE ORDEN PÚBLICO NACIONAL Y LA NORMATIVA CIVIL ORDINARIA.
Expositores:
-NORBETO OUTERELO (ARGENTINA)



-LUIZ FERNANDO ALEIXO MARCONDES (BRASIL)

-RAÚL PRONO (PARAGUAY)




-EDUARDO BEBEKIÁN (URUGUAY)

CIERRE DEL EVENTO: FIRMA DEL CONVENIO DE CREACIÓN DE LA CONFEDERACIÓN SUDAMERICANA  DE DERECHO DEPORTIVO
Expositores:

-MINISTRO GUILHERME AUGUSTO CAPUTO BASTOS (BRASIL) PORLA ACADEMIA NACIONALDE DIREITO DESPORTIVO-ANDD

-NORBERTO OUTERELO (ARGENTINA), PORLA ASOCIACIÓN LATINOAMERICANADE DERECHO DEL DEPORTE-ALADDE
-LUIZ FERNANDO ALEIXO MARCONDES-(BRASIL)- POR EL INSTITUTO IBEROAMERICANO DE DERECHO DEPORTIVO- IIDD
-LEONARDO ANDREOTTI (BRASIL). POR EL INSTITUTO BRASILEIRO DE DIREITO DESPORTIVO-IBDD
-ÁNGELO VARGAS (BRASIL)-PORLA SOCIEDADE BRASILEIRADE DIREITO DESPORTIVO- SBDD

Modalidad: Presencial. EL PRESENTISMO DEBE ACREDITARSE EN FORMA PREVIA AL INGRESAR A LA ACTIVIDAD EN LA OFICINA DE ATENCIÓN DE ALUMNOS DE LA SEDE.

Día: Jueves 08 de Noviembre de 2018

Horario: 15.00 a 20.00 hs.

Carga horaria total: Cinco (5) horas.

Duración: Una (1) sola jornada.

Lugar de cursada: Escuela de Posgrado del Colegio Público de Abogados de la Capital Federal (CPACF) sita en Juncal 931 - Capital Federal.

Arancel único: Pago único de $ 500 (pesos quinientos)

Forma y lugar de pago: Se abonará en las cajas del CPACF ubicadas en Av. Corrientes 1441 planta baja en el horario de 8:00 a 16:00 al momento de la inscripción. Puede abonarse en efectivo; cheque personal a la orden del Colegio Público de Abogados dela Capital Federal, tarjeta de débito: Visa Electrón, Maestro o Cabal; y tarjetas de crédito (en un pago): Mastercard, Cabal, Visa o American Express. También se puede realizar el pago telefónico con tarjeta de crédito comunicándose al Conmutador Central: 4379-8700 – Opción N° 9.
*Nota: La devolución del arancel abonado sólo se efectuará en el supuesto de no completarse el cupo mínimo de alumnos previsto para el inicio dela Jornada.
Excepcionalmente se devolverá el arancel abonado siempre y cuando el pedido se efectúe entre el momento posterior a la inscripción ala Jornada, y con antelación a la asistencia a la clase prevista en el plan de estudios respectivo. En concepto de gastos administrativos se deducirá un 10%  sobre el monto  abonado cualquiera fuera la forma de pago utilizada en el momento de la inscripción. Habiendo asistido a clase, no se hará lugar a devolución alguna.

Lugar de inscripción e informesEscuela de Posgrado del CPACF sita en calle Juncal 931. Teléfonos: 4379-8700, internos: 553-554/565. Horario de atención de10 a 18.
Los interesados podrán inscribirse por mail solicitando el formulario respectivo a las direcciones de correo señaladas dela Escuelade Posgrado, inclusive a los fines de requerir información.

Página institucional del CPACF: www.cpacf.org.ar

Requisitos de inscripción:
1.- Abogados matriculados del CPACF, que se encuentren al día con el pago del canon de matrícula anual o Abogados matriculados en el CPACF que se desempeñen en el Poder Judicial.
2.- Abogados del interior del país.
3.- Otros Profesionales vinculados a la temática.
4.- Periodistas con orientación en temas económicos y deportivos
5.- Funcionarios Públicos  Nacionales o Provinciales relacionados con el Fútbol, Jueces, Dirigentes de Federaciones y Clubes de Fútbol, Agentes de Jugadores y Periodistas. 

6.- Completar el formulario de inscripción obrante en la web y reenviar por correo electrónico.

Cupo Máximo: 45 Inscripciones


 Inscripciones: aqui.



terça-feira, 23 de outubro de 2018

Bolsonaro e STF

A manifestação de Eduardo Bolsonaro sobre o STF deve ser entendida em seu contexto hermenêutico e histórica.

Tratou-se de paráfrase de uma frase de Jânio Quadros aos descrever os momentos que antecederam sua renúncia.

“Por alguns segundos pensei em fechar o Congresso. E ter-me-iam bastado um cabo e dois soldados."

Naquela oportunidade, Jânio Quadros ao invés de aplicar um golpe, optou pela renúncia e sucessão presidencial democrática.

Ao parafrasear Jânio Quadros, Eduardo Bolsonaro destaca que, apesar de possível fragilidade institucional que pode ser tomada sem muita força, a democracia será preservada.

Leia-se, portanto: “Para derrubar o STF não é necessário um grande Golpe que já poderiam até ter feito, mas ninguém fez pq respeita a democracia.”

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

TELETRABALHO


O TELETRABALHO
Por Gustavo Lopes Pires de Souza


Em consonância com as mais modernas relações de trabalho caracterizadas pela utilização da tecnologia de informação e telecomunicação, o ordenamento jurídico brasileiro regulamentou, por meio da Lei 13.467/2017 (conhecida como Reforma Trabalhista), o teletrabalho, também conhecido como “home office”.

Dessa forma, desde então a CLT passou a tratar do teletrabalho em seus artigos 75-A e 75-B:

Art. 75-A. A prestação de serviços pelo empregado em regime de teletrabalho observará o disposto neste Capítulo.

Art. 75-B. Considera-se teletrabalho a prestação de serviços preponderantemente fora das dependências do empregador, com a utilização de tecnologias de informação e de comunicação que, por sua natureza, não se constituam como trabalho externo.

Importante destacar a importância da existência de um contrato escrito para estabelecer questões operacionais e de despesas, como acentua o art. 75-D CLT.

Art. 75-D. As disposições relativas à responsabilidade pela aquisição, manutenção ou fornecimento dos equipamentos tecnológicos e da infraestrutura necessária e adequada à prestação do trabalho remoto, bem como ao reembolso de despesas arcadas pelo empregado, serão previstas em contrato escrito.
Parágrafo único. As utilidades mencionadas no caput deste artigo não integram a remuneração do empregado.

O fato é que o teletrabalho é uma realidade mundial e as organizações privadas e públicas tem utilizado tal modalidade com a finalidade de reduzir custos, otimizar tempo, melhorar a qualidade de vida dos seus colaboradores, reter talentos e, consequentemente estarem melhor preparada para acompanhar as inovações do mundo corporativo.

Os números e o grau de satisfação tem demonstrado o imenso sucesso do modelo. Os teletrabalhadores criam um laço de comprometimento com as atividades laborais que transformam as horas regulares de trabalho em, praticamente, uma dedicação “full time”.

De forma concomitante, as pessoas satisfeitas produzem mais e, quando se tem qualidade de vida, a criatividade flui com mais facilidade e, por seu turno, a produtividade aumenta.

Segundo estudos, o teletrabalhador adquire um conhecimento mais explícito do conteúdo do seu trabalho, ou seja, estabelece melhor o seu ritmo de trabalho conforme as suas dimensões biológicas, psicológicas e sociais. Assim, o teletrabalhador pode executar suas tarefas nos períodos do dia em que se sentir mais apto e produtivo sem ter que se ver obrigado a adequar suas especificidades biológicas, psicológicas e sociais à “janela” de horário estabelecida de forma inalterável.

Estudos apontam, ainda, importantes vantagens da modalidade: redução do absenteísmo (uma vez que a maior causa da ausência – doença – do trabalhador no ambiente tradicional, não impede a atividade profissional pelo teletrabalho); utilização do tempo desperdiçado no trânsito; flexibilidade do tempo e local de trabalho; redução da taxa de turnover e dos custos de seleção de pessoal; redução da taxa de absenteísmo; redução dos custos com locação e manutenção de escritório; maior flexibilidade organizacional; melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores; acompanhamento da educação dos filhos; conveniência com amigos e familiares; oportunidade de trabalho para deficientes físicos e gestantes; redução do consumo de energia e combustível; redução de congestionamento e índice de poluição; melhoria do meio ambiente através da redução do CO2, em relação a greves de transportes públicos e outras catástrofes, já que, com a modalidade do teletrabalho o trabalho do profissional e a sua produtividade não é prejudicado.

Portanto, o teletrabalho diminui o absenteísmo, o turnover (rotatividade de pessoal) e aumenta a produtividade, pois o profissional tem a oportunidade de fazer o que gosta no seu próprio ritmo.

Pesquisa realizada nos Estados Unidos classifica o teletrabalho como um dos principais benefícios divulgados nos processos de recrutamento e que tem atraído bons talentos.

Eventual isolamento social visto como desvantagens por alguns, acaba por se transformar em uma vantagem, uma vez que o profissional pode gerir seu horário, cumprindo um part-time teletrabalhando e os demais horários no escritório, interagindo diariamente, ou semanalmente com os colegas, ou seja, desenvolvendo as relações sociais no trabalho e também reduzindo a fadiga de um “full time”.

O teletrabalho permite que o trabalhador regule suas atividades de forma participativa e produtiva com eventual deficit de atenção, crises de ansiedade ou dias psicologicamente ruins.

Além disso, o teletrabalho viabiliza melhora na qualidade de vida e produtividade por oportunizar ao trabalhador, aceitar, compreender e adaptar o trabalho aos distúrbios de sono, como insônia, e, ainda, permitir maior dedicação sem a sensação de cansaço.

O grande comprometimento, até pela gratidão pela oportunidade ser um teletrabalhador me tornar um teletrabalhador faz com que tenha-se maior para atender aos pedidos da chefia.

Interessante observar também que questões de ordem pessoal como renovação de documentos, tratamentos odontológicos, médicos, gripes, resfriados e até mesmo consultas de rotina ou adoecimento de parentes acabam não interferindo na produtividade, uma vez que busca-se uma adequação de horários.

Não bastasse todos os benefícios laborais, a qualidade de vida que se ganha é incrível, pois passa-se a conviver mais com a família e amigos.

Dessa forma o teletrabalho tende a se tornar um modus operandi cada vez mais comum e aplicável no mundo corporativo.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

BARCELONA, RONALDINHO E ELEIÇÕES


BARCELONA, RONALDINHO E ELEIÇÕES BRASILEIRAS: ENTENDA
Por Gustavo Lopes Pires de Souza[1]


Após manifestações de artistas internacionais como Madona e Roger Waters e dentro do futebol brasileiro com Felipe Melo e a torcida do Atlético, as eleições brasileiras chegam ao futebol internacional.

O Barcelona, segundo o portal espanhol “EcoDiario.es”:

“ha decidido desmarcarse de Ronaldinho por su apoyo a Bolsonaro y reducir drásticamente su presencia en actos como embajador del club. El futbolista solo cobra por evento al que viaja en tal condición y la decisión en Can Barça ha sido evitar lo máximo posible que esto suceda.”

Ou seja, o clube catalão, teria decidido reduzir a presença do craque brasileiro nos eventos oficiais do clube.

O correspondente internacional da Rádio Itatiaia, o jornalista Marcelo Bechler, destacou em seu twitter que, ao contrário do que parte da imprensa brasileira divulgou, apesar do Barcelona ser contrário às ideias do candidato Jair Messias Bolsonaro, Ronaldinho permanece no cargo de embaixador do clube.

Na mesma rede social, Marcelo Bechler, cita comunicado do portavoz do clube catalão:

"Nossos valores democráticos não coincidem com as palavras que escutamos sobre este candidato. De todas as formas, respeitamos a liberdade de expressão, inclusive as palavras de Ronaldinho".

Ou seja, o Barcelona apesar de discordar de Ronaldinho, até o momento, honrou a história do clube catalão ao firmar apoio à liberdade de expressão do craque brasileiro.

Vale destacar que, bob o slogan "mais que um clube", o Barcelona não representa não apenas os títulos conquistados, mas a identidade catalã, que vive o sonho separatista e um conflito diplomático antigo com o governo espanhol.

Mais que um clube porque o Barcelona representa a cultura e os sentimentos da nação catalã, tanto que em 1921 redigiu seus estatutos em catalão.

A comunidade autônoma é a mais rica da Espanha e conta com um PIB de mais de 200 bilhões de euros.

O Barcelona foi símbolo de resistência à ditadura franquista que subiu ao Poder espanhol após a Guerra Civil Espanhola (1936 a 1939) que custou a vida de meio milhão de espanhóis.

Naquela época, a Catalunha possui grande movimento anarquista com sindicatos fortes e bem organizados que defendiam um regime socialista. Além disso, a classe média aderiu a um programa nacional junto ao País Basco (sede do Atlético de Bilbao) que buscava uma agenda democrática e liberal. Sem dúvidas, Barcelona era uma cidade-chave de resistência ao Governo Franquista.

Não bastasse isso, Franco era torcedor fervoroso do Real Madrid e reservava na TV Estatal mais tempo para cobertura do clube merengue. A perseguição do regime chegou ao ponto do Barcelona ser a obrigado a excluir todas as referências catalãs em seu escudo.

O pior momento se deu em agosto de 1936 quando  Josep Sunyol i Garriga, então presidente do Barcelona e deputado de Esquerda Repúblicana de Catalunha (ERC), foi fuzilado em Guadarrama quando encorajava soldados catalães que lutavam na guerra. O Governo franquista.

Tal perseguição começou a terminar no início dos anos 70, quando o regime ditatorial estava bastante enfraquecido.

Assim, é perfeitamente inteligível que, historicamente, o Barcelona se posicione de forma mais tendente à esquerda.

Entretanto, o mundo já viu Governos ditatoriais que ultrajavam direitos humanos tanto de esquerda quanto de direita.

Hitler, Franco e Mussolini não foram piores que Stálin e Mao Tse-Tung.

As ditaduras de direita da Argentina (ditadura militar - 1973-1983), do Brasil (ditadura militar - 1964-1985), do Chile (ditadura militar - 1973-1990), do Uruguai  (ditadura militar - 1973-1985)  e da Alemanha (nazismo – 1933 a 1945) mataram tanto  quanto as ditaduras de esquerda da URSS (1917 - 1991), da China (Mao Tse-Tung -  1949-1976), de Camboja (Khmer Vermelho – 1975 – 1979)) ou de Cuba (Fidel Castro – 1959 – 2016).

Há estudos que apontam que somando todas as ditaduras da América do Sul e o Nazismo, não se chega à metade do número de mortos da Ditadura de Stalin.

A ditadura socialista do Camboja matou um terço da população do país, eis que o Ditador  Pol Pot mandou executar não somente toda a oposição, mas buscou fazer uma verdadeira limpeza genética. Para se ter uma ideia, a miopia era considerada motivo para uma execução.

Passou da hora de pararmos de estabelecer o todo pensamento de esquerda  como correto e todo de direita como herança do fascismo e do nazismo.

Ora, ser de esquerda não significa necessariamente ser genocida como o cambojado Pol Pot ou sanguinário como Hitler.

Jair Bolsonaro, pela primeira vez na história do Brasil pós redemocratização, traz uma agenda de direita e seu Plano de Governo não traz qualquer indício discriminatório ou ditatorial, pelo contrário.

Manifestações polêmicas e de desagrado à segmentos sociais são comuns no debate de ideias. Da mesma forma que Bolsonaro, Fernando Haddad e Lula também já tiveram ma nifestações polêmicas.

Chegou o momento de se derrubar os rótulos e de se buscar a União. Catalunha é Espanha e Espanha é Catalunha. Nordeste é Brasil e Brasil é Nordeste. Governantes passarão, mas a nação sempre ficará.

Desde que de forma democrática, a alternância de governos é saudável. Se a Direita se preocupa com pautas econômicas, é bom que venha depois a esquerda com pautas sociais. Se a esquerda possui agendas que preocupam-se menos com o controle de gastos, que venha a direita depois com agendas austeras para permitir que a esquerda volte e possa prosseguir investindo no social.

O mundo é plurifacetado. As ideias também.

Tenho a certeza que o grande clube catalão que é mais que um clube, não se apequenará e  não se curvará à intolerância a às mágoas que a direita ditatorial franquista deixou marcadas na sua alma e continuará ovacionando o grande Ronaldinho que é parte de sua história porque ele defende democraticamente ideologia diversa.

Ao contrário do que parece, tanto Jair Bolsonaro, quanto Fernando Haddad, são seres-humanos com família que, cada um ao seu modo ideológico e de experiência de vida, querem o melhor para o Brasil e para o povo brasileiro.

Que o mundo do futebol se posicione porque é sim importante se posicionar, mas, mais importante do se posicionar, o mundo do futebol tem o DEVER de tolerar o diferente e promover a paz e o amor independentemente da cor da camisa.


[1] Palestrante; Professor; Consultor e Parecerista; Mestre e Doutorando em Direito Desportivo pelo INEFC - Institut Nacional d'EducaciónFisica de Catalunya/Universitat de Lleida (Espanha). Cadeira nº 36 da Academia Nacional de Direito Desportivo (ANDD). Presidente do Instituto Mineiro de Direito Desportivo (IMDD).  Vice-Presidente do Instituto Brasileiro de Direito Desportivo (IBDD); Conselheiro da Sociedade Brasileira de Direito Desportivo (SBDD); Presidente do Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol Americano de Minas Gerais;Coordenador Científico da Especialização em Gestão do Esporte e Direito Desportivo da Faculdade Brasileira de Tributação; Professor de Direito Desportivo convidado na Universidad de Lleida (Espanha), na Universidade del Litoral (Argentina), Universidaddel Este (Paraguay) e Université de Limoges (França). Ex- coordenador e ex-professor (Direito Civil e Constitucional) do curso de Direito da Faculdade de Direito de Contagem. Professor de Direito Público no Mega Concursos. Auditor do STJD da Confederação Brasileira de Atletismo. Colunista de Direito Desportivo na rádios Itatiaia e de Política, Economia e Questões Legais nas rádios Alternativa e PLFM; Autor de livros e artigos sobre Direito Desportivo. Agraciado em 2016 com a Cruz do Mérito do Empreendedor Juscelino Kubitschek - Personalidade Brasileira do Ano - Segurança Pública, Academia Brasileira de Honrarias ao Mérito / Ministérios dos Esportes / Ministério da Justiça.