quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Monarquia seria a solução?



Hoje assisti à mensagem de natal do Rei  Juan Carlos, da Espanha.

O Rei pediu aos políticos espanhóis que deixem de lado as divergências ideológicas e busquem atender aos interesses do povo espanhol.

Vejo o quão é importante a figura de um chefe de Estado apartidário investido no cargo por razões histórico-tradicionais e que sirve de referência moral para os governantes.

Como disse o Arquiduque Otto Von Habsburg: “O Presidente não é Presidente de todo Povo, mas somente daqueles  grupos que o auxiliaram a obter o cargo”.

E, infelizmente é isso que tem se visto no Brasil, governos dirigidos ao benefício daqueles que compoem a base de apoio governista.

Numa Monarquia o monarca é imparcial, eis que não chegou ao trono por negociatas com empresas nem segue a ideologia de um partido político, portanto não favorece nenhum grupo social e é apoiado e aclamado constantemente.

Seria um excelente mediador, pois é imparcial e é preparado desde o nascimento para os  assuntos do Estado e tornando-se um expert.

Destarte, a Monarquia Constitucional Parlamentarista coloca um monarca a serviço nteiramente da população, como um protetor, mas mesmo assim subjuga-o a uma constituição, igualando ele a todos os cidadãos, sendo que as decisões importantes ficam nas mãos do povo, pois  é ele que vota e escolhe o parlamento e, consequentemente, um chefe de governo.
Sempre que falo da Monarquia vejo sorrisos sorrateiros no canto da boca e manifestações irônicas. Tais atitudes demonstram o quão pessoas com boa formação muitas vezes não possuem conhecimento acerca da Monarquia Parlamentarista e, mais, como elas estão “catequizadas” pela “manipulação republicana”.

Ora, o governo republicano desconstruiu e aviltou dos heróis do Brasil Império, criando imagens caricatas de grandes personagens da história nacional, imagens que perduram até hoje através de um sistema educacional tendencioso.

Dom João VI ainda é visto como um Rei “obeso, porco, melancólico, indeciso, controlado por seus ministros”, e sua esposa, a Rainha Carlota Joaquina como uma mulher “adúltera, má e autoritária”.

De Dom Pedro I criou-se a imagem de um “bon vivant, mulherengo,tirânico e traidor de sua pátria”, de Dom Pedro II a de um “preguiçoso, velho e cansado” e de sua filha, a Princesa Dona Isabel a imagem de uma “carola chata”.

Ademais, o governo republicano construiui “novos heróis”. O “Proclamador da República” e seu primeiro presidente, o Marechal Deodoro da Fonseca não poderia ser feito o maior dos heróis, visto que em 1891, numa tentativa frustrada de Golpe de Estado, fechou o Congresso, o que gerou uma revolta fazendo que renunciasse, fato que hoje é praticamente esquecido e apagado por causa da formação de seu mito.

O maior dos heróis, cuja imagem foi moldada pela propaganda republicana é a do alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, que passou de membro minoritário na conspiração mal sucedida da Inconfidência Mineira para mártir nacional com uma mitificação tão forte que remete à própria imagem de Jesus Cristo.

Um herói mediano entre esses dois símbolos da república foi Zumbi dos Palmares, do qual pouco se sabia, pouco se sabe e muito se especula, mas é tido como o herói símbolo da luta contra a escravidão, mesmo que tenha mantido escravos no seu Quilombo.

As novas representações dos heróis brasileiros tomam a dos antigos. Representando a liberdade está Tiradentes ao invés de Dom Pedro I, a política, o Marechal Deodoro ao invés de Dom Pedro II e a luta negra, Zumbi dos Palmares ao invés de quem de fato deu a abolição aos escravos e foi uma abolicionista convicta por toda sua vida, a Princesa Isabel.

Diante de todo o exposto e da total falta de moralidade que paira sobre nossa República, seria de vital importância para o resgate do respeito às nossas Instituições que passemos  a avaliar uma mudança de rumos na nossa estrutura de sistema e forma de governo.

Salvemos o Brasil!!!!



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